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Segundo várias testemunhas oculares, um objecto
de tipo meteórico (bola de fogo com rasto azulado),
percorreu a uma relativa baixa altitude, o espaço aéreo
do norte do País, com uma rota aproximada de Sul/Norte,
na madrugada do dia 18 de Março de 2001, cerca das
04,00h. Segundo relatos de testemunhas, o referido
objecto teria terminado a sua trajectória na região de
Amares, mais própriamente na área da freguesia de S.
Vicente do Bico, onde teria "explodido", provocando um
tremor que foi sentido por alguns populares. Esta
situação deveu-se ao efeito de sopro, provocado pela
referida explosão. As localidades "sobrevoadas" pelo
objecto, conforme os dados recolhidos, foram: Amarante,
Guimarães, Braga e Amares. Este percurso forma um
"corredor", que corresponde a uma extensão de 50Km.
Noutras localidades como, Matosinhos (Porto) e
Barcelos, testemunhas oculares afirmam ter
observado o mesmo objecto, no mesmo dia e hora. As
áreas consideradas dentro do "corredor" de sobrevoo (de
Amarante até Amares), distam de Matosinhos
aproximadamente 40Km e de Barcelos apenas 15Km. Segundo
se pode concluir, o objecto de aspecto e características
meteóricas, cuja rota Sudoeste/Noroeste (que se
aproxima muito da de Sul/Norte), teria passado por
Amarante, Guimarães e Braga, vindo por fim a
"explodir" na região de S. Vicente do Bico (Amares).
Como foi referido, nesse local, foram sentidos alguns
efeitos - Explosão e respectivo sopro, que provocou
tremor ou vibração no solo e edifícios. Todos os
testemunhos apontavam, à data do evento, para um objecto
com características semelhantes, um bólide
incandescente, deixando um rasto luminoso de tons
azulados. Posteriormente, surgiram outros relatos que
referem mudanças na trajectória do objecto (?). Na zona
considerada como a da provável colisão do objecto, não
foi detectado nenhum sinal do impacto com o solo
(cratera e/ou vestígios de matéria meteórica). Apenas a
referência (duvidosa) de uma plantação de tremoços, que
teria sido "chamuscada", por algo estranho. Tudo
indica que se tratou efectivamente de um objecto sólido,
oriundo do espaço, cuja trajectória interceptou o campo
de atracção da Terra que, por sua vez, provocou a sua
entrada na atmosfera. O atrito do bólide com a atmosfera
provocou a sua fulgurante incandescência, travando a sua
marcha até ao seu derradeiro destino. Poderia, no
entanto, tratar-se de um pedaço reduzido de um corpo
natural (asteróide, cometa, ou pedaço de
outro corpo errante, de constituição metálica, rochosa,
aquífera, etc.), ou artificial ("lixo espacial", produto
de inúmeros destroços dos nossos objectos em
órbita). A não existência de sinais de impacto
explicar-se-ia pela fragmentação total do referido
objecto antes do mesmo atingir o solo. Esse facto
poderia, por sua vez, estar associado à sua constituição
física, envergadura, etc.. Muitos outros factores
poderão entrar em jogo. Poder-se-á adiantar que face aos
elementos informativos disponíveis, será difícil uma
outra explicação para o evento, como por exemplo,
admitir tratar-se de qualquer artefacto conotado com
Ovnis ou Extraterrestres. Outras hipóteses do foro
científico, embora ainda no campo especulativo, poderiam
entrar nesta análise, como agentes naturais deste
evento. Citaremos a hipótese de também se poder tratar
de um "núcleo de anti-matéria", que provocaria um
impacto semelhante, sem deixar qualquer rasto. Outra
hipótese, que parece ajustar-se a este fenómeno, pode
estar no Cometa "Hartley 3" que, neste preciso momento,
se desloca, na sua órbita solar, muito perto do nosso
planeta (cerca de 1UA - 150000000 Km ). Como se sabe a
constituição destes corpos é aquífera (gelo e poeira).
Com a sua aproximação ao Sol, o cometa perde matéria. Ao
aproximar-se da Terra, um pedaço da sua matéria
pode ter sido atraído e dado origem aos vários
factores e comportamentos luminosos vibracionais e
acústicos que caracterizaram o caso de Amares.
Esta é apenas uma hipótese que aqui se apresenta, como
elemento de reflexão, e como tal deverá ser
entendida.
Final do relatório preliminar José
M. G. Sottomayor Membro da PUFOI
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A Propósito...
Como o relatório preliminar apresentado
por J. Sottomayor, o demonstra cabalmente, apesar dos
membros da Pufoi estarem convictos que o dito "fenómeno
OVNI" existe mesmo, julgamos que não seria sensato, nem
honesto da nossa parte, começar por colocar essa
hipótese, logo à partida, em casos como o de AMARES.
Julgamos que só prestaremos um bom serviço ao possível
esclarecimento do mistério dos "Ovnis" através de uma
atitude afastada de toda e qualquer tentação
especulativa e sensacionalista. Desejaria, também,
acrescentar que os efeitos luminosos aparentemente
anómalos que se seguiram ao colapso do bólide de Amares
poderiam ser explicados, por exemplo, pela ilusão mental
provocada pelos chamados "fosfenos" que todos nós
registamos, quando confrontados com a visão directa de
uma luz muito intensa. Merece, também, ser
recordado o famoso caso de Tunguska que ocorreu na Sibéria em 1908 e que
apresenta características semelhantes ao de Amares, só
que, numa escala imensamente maior.
António
Durval Membro da PUFOI
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