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Muitas
observações, perfeitamente explicáveis, são confundidas com
"Ovnis" por
exemplo:
- Aeronaves
civis e militares, especialmente durante o período
nocturno. No
período diurno são difíceis de confundir. Além disso o nosso país, tanto
quanto sabemos, não costuma a ser o local de ensaio de protótipos de
aeronaves cuja forma, fora do comum, pudesse originar alguma
confusão com "Ovnis". No período nocturno será mais fácil a ocorrência
de situações de dúvida. No entanto, a maioria esmagadora de certos efeitos
luminosos são originados pelo ângulo de visão das vulgares luzes de
presença e de aproximação dos aviões.
- Satélites
artificiais.
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Luzes pontuais que descrevem
trajectórias rectilíneas no firmamento. Por vezes essa
trajectória parece possuir alguma oscilação. Isso é devido às
irregularidades da camada atmosférica que provocam um efeito
oscilante aparente. Nalguns casos parece que o satélite
também projecta emissões de luz. Isso deve-se ao reflexo da
luz solar nas partes espelhadas que recobrem o satélite. Em
muitos casos o observador assiste ao "apagamento" repentino do
ponto luminoso que identifica o satélite antes de atingir o
horizonte. Isso deve-se ao facto do satélite ter entrado na
zona de sombra da Terra (como se exemplifica na gravura
acima). | |
Por sua vez os
satélites geo-estacionários são muito difíceis de identificar já que não
passam de pequenos pontos fixos raramente visíveis.
- Estrelas e planetas muito
brilhantes. Luzes pontuais, aparentemente fixas e mais ou menos
proeminentes. O seu movimento só é percebido ao fim de uns minutos de
observação e deve-se ao movimento da Terra.
- Queda de meteoritos.
- Passagem de meteoros (sem rota de
colisão). Um meteorito é
uma massa de origem natural, rochosa, metálica ou de gelo cometário
(material aquífero, muito poroso, principalmente metano, amónia e água).
No seu núcleo, partículas de ferro, níquel, cálcio, magnésio, silício,
sódio e outros elementos). Associada à "exploração do espacial" pelo
homem, surgem, também, agora os meteoritos artificiais ou “lixo espacial”,
produto de inúmeros fragmentos de satélites e outros corpos. Em qualquer
dos casos, o comportamento destes objectos em rota de colisão com o solo
do nosso planeta é semelhante aos meteoritos naturais. Para que o termo
meteorito seja aplicado, estes objectos terão de sobreviver no seu
percurso através da atmosfera e que caiam no solo ou que se desintegrem
perto deste. A queda é frequentemente acompanhada por chispas de luz, por
silvos ou sons explosivos, mais ou menos profundos. Acontecem, por vezes,
pequenas ou grandes vibrações e até tremores no solo e nos edifícios. O
relato destes efeitos normalmente é empolado pelos eventuais observadores
pouco habituados a tais eventos. A maioria dos meteoritos são
encontrados no solo ou enterrados a pequenas profundidades. Alguns, muito
raros, produzem crateras de impacto cujas dimensões poderão atingir
proporções gigantescas. Outros explodem ou desintegram-se antes de atingir
o solo. (ver
"Caso de Amares" e
"Tunguska") .
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O rasto
deixado por estes corpos deve-se à onda de choque que acontece
durante o seu percurso pela atmosfera. O calor provocado por esta
onda e a deslocação do ar provoca a sua desagregação e a libertação
de energia em forma de luz e calor. |
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e do quadrado da sua velocidade. O brilho também depende da
densidade do ar e naturalmente da sua natureza. Os de origem cometária,
são extremamente porosos e frágeis; estes se forem de pequenas dimensões,
ao serem fraccionados durante o seu percurso através da atmosfera,
desaparecem com um aumento súbito de brilho, explodem perto do solo e
raramente colidem com o terreno. O número de meteoritos que anualmente cai
na Terra e cujo peso é superior ás 100gr., é de cerca de 3 0.000. Destes
cerca de 100, pesam 10kg. ou mais. Uma percentagem mínima ( cerca de 1% )
pesará mais de 100kg.. Com o peso inferior a 100gr., caiem milhões deles.
De todos, cerca de 75% cai no mar.
- Fenómenos de ionização (perto de jazidas minerais, cabos
eléctricos de alta voltagem em dias de temporal/humidade etc.).
São fenómenos
circunscritos, de reduzida dimensão, efémeros, inconsistentes e facilmente
identificáveis.
- Fenómenos
eléctricos vários (trovoadas e efeitos colaterais). São fenómenos bem conhecidos (e com alguma
afinidade com as trovoadas) que somente em condições muito especiais
poderão ser confundidos.

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| Raramente poderão produzir efeitos estranhos como por
exemplo, raios bola ou globulares, mas mesmo assim fenómenos
perfeitamente identificados e naturais apesar da ciência ainda
não os explicar
cabalmente | |
- Balões sonda (meteorológicos),
publicitários e congéneres.
Este tipo de artefacto confunde muitas vezes o
observador menos perspicaz ou atento Os balões sonda ou meteorológicos,
constituídos por material bastante leve e elástico, têm uma forma
arredondada e o seu diâmetro raramente atinge os três metros. Após cheio
de hélio, é lançado na atmosfera e movem-se ao sabor das correntes de ar.
As suas cores são claras (branco, creme etc.) e reflectem naturalmente a
luz solar. Pendurada ao balão, alguns metros abaixo, existe uma pequena
caixa onde se encontra o transmissor de dados. Essa caixa ao mover-se
aleatoriamente, “lança” reflexos solares em todas as direcções. Os
balões estratosféricos, são de grandes dimensões, podendo atingir algumas
dezenas de metros de envergadura. Este tipo de aparelho, raramente é
utilizado, sobretudo no nosso País. Na generalidade, são objectos
facilmente identificáveis.
- Bandos de
aves ou insectos (formação compacta/ luminosidade
reflexa). Bandos de aves ou nuvens de insectos
(ou uma ave solitária de envergadura média: gaivota p.ex.), podem
reflectir, durante a noite, a luz envolvente de um aglomerado populacional
(aldeia, vila ou cidade), e dar a sensação de um corpo luminoso, embora
muito ténue. Só uma observação repentina e em condições
muito adversas, poderá induzir o observador em
erro.
| - Reflexos luminosos em postes, placas, cabos
etc.
- Focos e outras
projecções de luz dirigida, cuja origem se desconheça ou não seja
visível.
- Raios laser
(discotecas, espectáculos exteriores etc.), cuja origem não seja
..visível.
- Fogos de artifício,
quando observados demasiado longe da origem.
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- Nuvens compactas de formas
bizarras.
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Um fenómeno muito raro, mas
possível. Embora apresentem formas discóidais e
compactas, parecendo gigantescos “discos voadores”, não se
lhes deverá atribuir nenhuma estranheza. Só merecerá a
atenção devida, se o seu deslocamento se efectuar no sentido
contrário ao do vento ou se a sua deslocação for notoriamente
diferente das demais nuvens. Se essa nuvem
estiver solitária, proceder de igual modo, mas com atenção
redobrada. Se possível tomar uma foto do
evento | |
- Para-quedistas, sobretudo a grandes distâncias
ou com má visibilidade. Só possível confundir em condições de observação
muito particulares. Longa distância, obstáculos em interposição, observação
fugaz.
- Sinais
luminosos de embarcações (very-ligths). Os sinais
luminosos, porventura efectuados de embarcações em perigo, não são
vulgares. Mesmo assim, só observadores que se encontrem na
costa marítima, os poderão detectar. Os “very ligths”, como
são designados, são pequenos cartuchos de foguete, disparados por uma
pistola própria, ou mais recentemente, dispondo de um dispositivo de
disparo anexo. Comportam-se como fogo de artifício. Sobem
no céu, deixando um pequeno rasto, incendeiam-se, produzindo uma forte
luminosidade, que poderá ser de cor branco, vermelho, verde e pouco mais.
Caiem lentamente até se consumirem. São facilmente detectáveis.
-
Fogos fatuos ou de santelmo (dificilmente
confundíveis). O fogo fátuo é um fenómeno proveniente
da inflamação do fosforeto de hidrogénio que se liberta dos corpos
orgânicos em decomposição, em forma de gás luminoso, muito comum em
cemitérios e em pântanos ou charcos de águas paradas. O
fogo-de-santelmo, é uma chama azulada que, especialmente durante as
tempestades, aparece nas extremidades dos mastros das embarcações ou em
outros objectos semelhantes, por efeito da electricidade.
Sendo
fenómenos luminosos distintos, ambos se circunscrevem a zonas muito
restritas ou limitadas. Os primeiros, rente ao solo e os segundos nas
extremidades dos objectos referenciados.
- Artefactos aéreos experimentais (raros
no nosso País). Existem modelos experimentais quer
militares quer civis, de diversas envergaduras. A grande maioria
destes aparelhos destina-se à utilização militar. A sua forma poderá ser
mais ou menos estranha, mas terá sempre que obedecer às leis da
sustentação. Existem aparelhos de pequena envergadura, normalmente
telecomandados. Os fins a que se destinam estes objectos voadores são os
mais diversos, desde a exploração científica, a espionagem e a missão
militar. Regra geral, não são observados no território nacional.
Os telecomandados têm uma envergadura pequena, são geralmente
hélios, cujo raio de acção não excede os 20km e cuja altitude de voo não
ultrapassa os 3.000 metros.
exemplo de um "ovni" bem terreno
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CONCLUINDO
A Identificação dos numerosos fenómenos naturais e
outros só poderá levantar dúvidas em situações de
observação difícil ou desfavorável. A pouca atenção ou,
simplesmente, a falta de uma elementar informação, só originam um
fenómeno chamado "EQUÍVOCO".
NÃO
procuremos "Ovnis"
onde eles não estão. Este tipo de fenómeno é extremamente raro e
exige, uma paciência astronómica a quem o procura. Quando
surge, normalmente, o seu peculiar comportamento"
inteligente" marca bem a diferença em relação a qualquer outro
evento de origem terrena.
NÃO
descartamos, porém, a possibilidade de
ocorrências onde o incrível e o maravilhoso possam
acontecer
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