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A
PUFOI, decidiu abrir a todos os visitantes desta
página, alguns dos projectos passados, alguns deles com
mais de vinte anos.
Por se achar que a todos deve ser mostrada a longa
caminhada e as "fases" na pesquisa dos “não
identificados”, do trabalho feito, dos ensaios, dos
inquéritos, dos levantamentos no terreno, das inúmeras,
palestras, conferências, mesas redondas mas sobretudo,
da reflexão, e do muito que foi necessário
estudar, nas mais diversas áreas do conhecimento.
O dossier que iremos “abrir”, pertence a uma época, a
uma estratégia julgada pertinente e a um conjunto de
factores de ordem experimental.
Trata-se do projecto da equipa de campo do ex-CEAFI
(Centro de Estudos Astronómicos e de Fenómenos
Insólitos), à qual, alguns dos membros da
PUFOI pertenciam.
Quando na presença de relatos, porventura fantasiosos ou
exagerados, de testemunhos de observações de objectos
insólitos no espaço aéreo do nosso país, tornou-se
patente a necessidade de se criar uma equipa
multidisciplinar que pudesse verificar o que realmente
aconteceu. Assim, procurou-se constituir um grupo de
investigadores que possuísse simultaneamente elevada
experiência de gabinete e ao mesmo tempo os
conhecimentos necessários e capacidade de intervenção no
terreno.
Foi assim que nasceu em 1980 a ideia de formar essa
equipa especial.
Depois de uma reflexão profunda sobre o assunto dos “não
identificados” (ovni), concluiu-se ser necessário e
oportuno observar, in-loco, o que de facto se estava a
passar no terreno, bem longe das secretárias dos
investigadores e dos montes de arquivos, inquéritos,
mapas, fotos, filmes etc., relatando centenas de
experiências alheias e até certo ponto, a maioria delas,
muito duvidosas.
A estratégia de investigação que se utilizou, foi
incidir a atenção nas zonas do nosso País onde os
índices de observações desse tipo eram mais frequentes e
importantes.
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Locais
de intervenção da
Equipa de Campo
1 - Gardunha
2 - Telhal
3 - Odiáxere
4 - Borralheira
5 - Castelo de Paiva |
Não
foi tarefa fácil criar uma tal equipa. Era uma
experiência inteiramente nova. Uma acção pioneira, nessa
época, em Portugal (experiências idênticas haviam sido
feitas no Reino Unido e no Brasil, entre 1976 e 1979).
Eram requeridas aptidões especiais a todos os elementos
desse grupo. Abria-se um horizonte novo recheado de
situações para as quais se deveria ter uma acção,
concertada, imediata e com um razoável suporte
científico.
Novos conceitos tiveram que ser adoptados, assim como
propostas diferentes de pesquisa tiveram, igualmente, de
ser projectadas, ensaiadas e executadas. Avançou-se
entre a realidade e a quase ficção; um mundo de
experiências jamais imaginadas.
Conscientemente, todos os elementos da equipa sabiam que
iriam enfrentar bastantes dificuldades. Ter-se-ia que
“penetrar num território” extremamente controverso.
Todos sabiam que iriam mover-se entre as fronteiras do
racional e do irracional, entre o verdadeiro e o falso,
o possível e o impossível, entre o real e o imaginário.
Contra alguns, e até contra a lógica, foi criada a
equipa em Fevereiro de 1980.
Durante seis anos, a equipa de campo efectuou cerca de
cinquenta deslocações, desde o Algarve até à Beira
interior.
Um dos locais que, durante quatro anos consecutivos,
funcionou como “base de ensaio” foi a Serra da
Gardunha”.
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Serra da Gardunha - Vista geral
esquemática
Datas das
intervenções : -
1 - 1981
2 - 1982
3 - 1983 e 1984
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Não obstante todo esse enorme esforço, nada foi
registado ou observado que pudesse constituir matéria de
interesse, e de algum modo contribuir para um parcial
esclarecimento do mistério.
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O
saldo final, porém, pode considerar-se positivo,
na medida em que, todas as experiências
ensaiadas na íntegra foram perfeitamente
executadas. O pessoal esteve sempre à altura de
encarar todo o tipo de situações. Todos os
aparelhos foram testados e melhorados e sempre
em excelente estado de operacionalidade. |
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Por outro lado obteve-se um excelente treino na
acção de observação. Praticou-se e melhorou-se
substancialmente os conhecimentos de astronomia,
mas principalmente a grata oportunidade de
contactar com centenas de pessoas dos mais
diversos lugares do País, dos mais diversos
estratos sociais, credos e culturas.
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O levantamento de vastas áreas de território, num bom
trabalho de antropologia.
Tudo acabou por fornecer material extremamente
interessante à problemática dos “discos voadores”, e a
toda uma outra vasta gama de mistérios.
Resta, neste momento, o conhecimento ímpar das
gentes, dos lugares, e do que parece ser a verdade
concreta do país real.
Hoje, quando recordamos aquela fase, sorrimos com
nostalgia e comentamos:
"- Não vimos "ovnis" é
certo, mas enriquecemos o nosso conhecimento sobre o ser
humano.
Não teria sido, mesmo essa, a intenção de "alguém" que,
porventura, acompanha a nossa evolução desde
que caminhamos erectos ? Vale a pena meditar nisto!..."
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